ABERTURA DO FÓRUM EM TAUBATÉ

Realizado
com sucesso o 1º Ciclo de Debates e palestras
do Fórum Permanente de Discussão
sobre Indisciplina na Escola e sua Relação
com a VIolência, dia 25 de abril no
Hotel Gávea, centro de Taubaté.
A abertura do Fórum coube ao Diretor de
Subsede da Aproesp, Jefferson Cabral e em seguida
o Diretor Presidente, Profº Elias Rahal Neto
falou sobre a importância de realizar o
evento em Taubaté, cidade que atende a
todo chamamento da Aproesp.
Para o Profº Elias a importância
do debate é suscitar idéias a partir
do campo teórico, formar um mutirão
de projetos, unificando os já existentes
em várias instâncias. É preciso,
entretanto, entender o que é indisciplina,
que não pode ser um obstáculo à
aprendizagem. Pais e mestres não podem
esquecer dos limites que devem ser impostos.
Falou ainda sobre a violência simbólica:
desemprego, subemprego, discriminações.
Considera ainda que a violência continua
no entorno da escola, há casos isolados,
uma vez que a rede pública estadual tem
6100 escolas. E concluiu: as escolas públicas
não são violentas, mas passam por
etapas de violência. E o objetivo deste
Fórum é exatamente refletir sobre
esta questão e passar do embate teórico
para a prática efetiva.
Participaram da mesa de debates: Dr. Antônio
Carlos Ozório, Promotor Público;
Profª Aparecida Edna de Matos, Dirigente
de Ensino de Taubaté, Cel. Lamarque Monteiro,
Comandante da PM; Dr. Edmur Ercílio, da
DIPE; Prof ª Graça Gouvêa, da
UNESP; Dr. Marcelo Ortiz, Deputado Federal; Pastor
Benedito Lourenço, da Aliança Pré-Evangelização
da Criança e Dr. Roberto Martins Barros,
Delegado de Polícia Seccional.
Para o Dr. Antônio Carlos, Promotor da Infância,
é preciso observar a exclusão social
e conseqüente exclusão escolar e indaga
se a escola tem cumprido seu papel.
A Dirigente Regional de Ensino de Taubaté,
Profª Aparecida Edna de Matos, disse que
é preciso ter coragem para tocar
nas feridas da sociedade, a grande vilã
da indisciplina e da violência. Disse
ainda que é preciso ouvir o jovem, proporcionar-lhe
segurança, observar a violência que
muitas vezes ocorrem na família e deve
ser dado um espaço ao protagonismo juvenil,
além de buscar uma saída é
preciso ter limites.
O Pastor Expedito Lourenço falou sobre
a necessidade de levar às crianças
as orientações sobre valores éticos
e morais. Para o Deputado Federal, Marcelo Ortiz,
a questão da violência só
será resolvida pelas políticas públicas.
Segundo o Dr. Edmur Ercílio, Delegado da
DIPE, há necessidade de uma multidisplinaridade
de ações, ouvindo além dos
jovens, a família e a comunidade. O Cel.
Lamarque também falou sobre a inversão
de valores e a falta de cobranças de normas
éticas; destacou os programas da Polícia
Militar: PROERD, Projeto Vida e a Ronda Escolar.
O Delegado Roberto Barros falou sobre a violência
e a influência da mídia. A Profª
Graça Gouvêa realiza trabalho voluntário
de educação popular na linha dos
direitos humano, numa das regiões mais
violentas da periferia de São Paulo. Falou
sobre o novo papel da escola e a busca de saídas
para a violência.
Participações
O evento contou com a participação
dos integrantes do Projeto Rádio Aguapé,
que realizaram performance de teatro, dança
e música.
Foram registradas as presenças do Deputado
Estadual Afonso Lobato, do ex-Deputado Salvador
Kuryieh, Prof. Guido representando a Diocese de
Taubaté, dos vereadores Chico Saad, tenente
Orlando, do ex-prefeito Antônio Mário
Ortiz, de lideranças políticas de
Taubaté, representantes da Polícia
Militar, Civil, de entidades de classe, da OAB,
da Sociedade Amigos de Bairro, Professores e alunos
de Lagoinha, Tremembé, Pindamonhangaba,
Guaratinguetá, natividade da Serra, Redenção
da Serra, São José dos Campos e
de Taubaté.
PROPOSTAS
No final do encontro, o Coordenador Geral do Fórum,
Prof. Elias Rahal Neto elencou os principais pontos
de partida para ações concretas:
Criar grupos de estudos com a comunidade
e comunidade escolar para discutir o tema violência;
Organizar grupos de professores,
jovens, pais, dirigentes religiosos, representantes
da Secretaria da Segurança Pública,
psicólogos, psiquiatras para discutir o
tema Indisciplina na Escola e sua Relação
com a Violência;
Criar, com grupos especializados,
brincadeiras de aproximação entre
adultos, crianças, jovens;
Estimular uma convivência
pacífica entre pais e filhos e professores,
com projetos de leitura resgate para novas
gerações da tradição
oral;
Envolver diversas instituições
civis, com o compromisso com a educação
das crianças e jovens;
Estimular atitudes de respeito com
a natureza, com o meio ambiente, contrários
a violência;
Abrir espaços para a discussão
e reflexão sobre nossa cultura e realidade
social;
Buscar ações conjuntas/parcerias
para exigência de estabelecimento de políticas
públicas.