Em
um ano, jovem salta 329 posições
e passa em 1º em medicina na Ufal
Além da Federal de AL, Diego foi aprovado
por mais 4 públicas
Entre as histórias de muitos estudantes
que realizaram sonhos no vestibular 2010 está
a de Diego Lisboa Araújo, de 19 anos, que
mora Maceió, Alagoas. A emoção
foi grande para ele em janeiro deste ano, quando
viu seu nome ocupar o topo da lista de aprovados
em medicina no vestibular da Universidade Federal
de Alagoas (Ufal), sua favorita entre os vestibulares
que prestou.
“Chorei
muito na hora. Eu sabia que tinha chances, mas
não imaginava que ficaria em 1º lugar
no curso”, conta. Na classificação
geral da Ufal ele foi o 2º colocado.
Não
parou por aí: Diego também ocupou
a 1ª posição geral e do curso
de medicina do vestibular da Universidade Estadual
de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal),
a 3ª posição na Universidade
Federal do Amazonas (Ufam) e o 30º lugar
nas listas das Federais de Sergipe (Ufs) e de
Pernambuco (Ufpe). Nessas três últimas,
informou o jovem, foram posições
alcançadas entre os que disputaram vagas
em medicina.
“Vou
estudar na Ufal porque quero continuar morando
em Maceió, além disso, é
uma universidade muito conceituada”, disse.
Esta foi a segunda vez que o estudante brigou
por vagas em vestibulares. Entre 2008 e 2009 ele
já havia feito as provas da Ufal e Uncisal,
mas não conseguiu classificação
suficiente. Na Ufal, conta, ficou em 330º
lugar entre os candidatos à medicina no
processo seletivo anterior e, na Uncisal, alcançou
a 45ª posição.
Diego
nasceu em Santana do Ipanema, em Alagoas, localizada
a cerca de 200 quilômetros da capital. Por
iniciativa da família ele se mudou para
Maceió há dois anos, com o objetivo
de reforçar os estudos.
“Até
o segundo ano do ensino médio eu estudei
na minha cidade. Eu frequentava escola particular,
mas meus pais e eu achamos que poderia encontrar
uma que me preparasse melhor para um curso tão
concorrido. Eu já queria medicina na época”,
conta.
Segredo
do sucesso
“Não
existe fórmula mágica. É
preciso foco e dedicação”,
disse Diego, sobre as vitórias alcançadas
em 2010. “Eu estudava em cursinho integral
no ano passado”. Além disso, quando
chegava em casa, à noite, ele ficava mais
três horas em cima dos livros. “Essa
rotina se repetiu quase todos os dias na maior
parte do ano”, disse.
Apenas
as tardes e noites do sábado eram reservadas
para algum descanso. “Nos domingos eu repassava
alguns tópicos que tinha mais dúvidas”.
Cerca de dois meses antes dos vestibulares a rotina
se intensificou e Diego passou a estudar mais
nos fins de semana, em aulas extras do cursinho.
“Não
adianta estudar mais uma matéria ou outra,
todas são importantes. Não deixei
o foco só em exatas ou biológicas
porque queria medicina. É importante se
preparar muito bem, inclusive, para acompanhar
o ritmo da universidade depois”, finaliza.
G1
- VNews
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