http://www.aproesp.com.br
de 2010
 Quem somos
 Contato
 Diretoria
 Depto. Jurídico
 Links
 Prêmios e Projetos
 Convênios
 Artigos
   Fotos  
   Expediente  
Cooperativa Habitacional

Professores temporários têm resultado ruim em prova seletiva de atribuição de aulas do Estado

Quase metade dos 182 mil professores foi reprovada

A atribuição de aulas do Governo do Estado termina hoje (12). Mais uma vez ela é motivo de confusão. Os professores temporários tiveram que fazer uma prova para participar desse processo. Quase metade foi reprovada. Em São José dos Campos, profissionais com anos de experiência não foram aprovados nesse exame.

Como qualquer pai, Daniel Fernandes, pesquisador, quer o melhor para a educação da filha. “Tem que ser a nata, assim como o melhor aluno, tem que ter o melhor professor”.

Agora é para valer, todo professor temporário têm que passar por uma prova seletiva, mesmo aqueles com mais de 20 anos de profissão. No teste aplicado, em dezembro do ano passado, o resultado assustou! Dos quase 182 mil professores avaliados só 93.804, foram aprovados. O restante não acertou nem 50% da prova.

É o caso do João Negri que leciona matemática há 26 anos. “No ano anterior, foi feita a prova e eu fiquei em primeiro lugar, esse ano eu consegui só 25 acertos. Na minha opinião, foi uma prova extensa e confusa”, reclama o professor.

Josi dos Santos também reclama do conteúdo da prova. A professora de matemática foi reprovada no teste. “Foi uma bibliografia de concurso praticamente, para a gente estudar em pouquíssimo tempo, sendo que nós estávamos em sala de aula”, diz a professora de matemática.

Um grupo de pedagogia da Unitau avaliou a prova aplicada pelo estado, achou o conteúdo correto e a prova bem feita com questões de níveis diferentes. No teste de língua portuguesa, por exemplo, há perguntas sobre a proposta curricular do estado até questões mais complexas como o conteúdo de pensadores, um dos citados foi o linguista inglês Fairclough, fundamental para a metodologia de ensino atual.

“Se o professor não estuda a teoria, ele não sabe mudar sua prática. Então, a gente vai continuar dando as mesmas aulas e cometendo os mesmos erros se a gente não mudar, não estudar”, explica a professora de didática Eveline de Oliveira.

Laura Firmino, passou nas provas das três disciplinas em que atua, incluindo a de Língua Portuguesa. Estudou seis meses antes da avaliação. “A prova estava bem elaborada, muito objetiva, porém, muito extensa”, afirma a professora de português.

A prova aplicada aos professores faz parte de um processo de reformulação da educação na rede pública. Já é uma prática adotada em outros países e deve ser encarada como uma tendência a partir de agora. Mas com esse resultado de tantas reprovações, de quem é a culpa? Dos professores ou do estado? Segundo especialistas, dos dois.

O problema é que, desta vez, a prova é usada como processo seletivo, inclusive para professores já antigos, e não como um termômetro para ajudá-los a melhorar, a evoluir. “Uma prova deveria servir para promover o desenvolvimento profissional dos professores, ou seja, identificar quais são as dificuldades, suas necessidades, para que isso seja oferecido, e não apenas ser classificado para poder dar aula ou não” conclui a coordenadora pedagógica Neusa Ambroseti.

A prova foi elaborada pela Fundação Vunesp, instituição reconhecida por elaborar provas de vestibular e de concursos em todo país. A Secretaria de Estado da Educação informou que se os professores não passaram nesse exame, é porque não estão familiarizados com o conteúdo dado na própria sala de aula.

Fonte: Vnews

Aprecie, opine e participe, escreva e mande para: comunicacao@aproesp.com.br

 
www.aproespcoop.com.br - www.aproesp.com.br
Copyright 2008 - APROESP - Associação de Professores e Servidores Públicos do Magistério Oficial do Estado de São Paulo
Desenvolvido por Cezar Augusto