Professores
da rede estadual de ensino de SP decidem entrar
em greve
ANDRÉ MONTEIRO
da Folha Online
Diversas
entidades que representam os professores da rede
estadual de ensino de São Paulo decidiram
paralisar as atividades a partir da próxima
segunda-feira (8). A decisão foi anunciada
na tarde desta sexta, em assembleia e manifestação
realizadas na praça da República,
no centro da cidade de São Paulo, em frente
à Secretaria Estadual de Educação.
Segundo
a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino
Oficial do Estado de São Paulo), cerca
de 10 mil professores participam da manifestação,
que teve início às 15h. A Polícia
Militar, porém, estima em aproximadamente
5.000 o número de manifestantes, segundo
o capitão Félix, responsável
pelo monitoramento do protesto.
De
acordo com os organizadores, a manifestação
foi motivada pela proposta, feita pelo governo,
de incorporar as gratificações ao
salário dos professores. Pelos cálculos
do sindicato, com o projeto atual, o reajuste
salarial da categoria ficaria em 0,27% para professores
até a 4ª série do ensino fundamental,
e 0,59% para os professores da 5ª série
do ensino fundamental ao ensino médio.
Entretanto,
as entidades representativas reivindicam um reajuste
salarial de 34,3% para todos os professores. Além
da Apeoesp, participaram da manifestação
o Udemo (Sindicato de Especialistas de Educação
do Magistério Oficial do Estado de São
Paulo), Apase (Sindicato de Supervisores do Magistério
no Estado de São Paulo), CPP (Centro do
Professorado Paulista), Afuse (Sindicato dos Funcionários
e Servidores da Educação do Estado
de São Paulo) e Apampesp (Associação
de Professores Aposentados do Magistério
Público do Estado de São Paulo).
Com
a greve, os professores esperam que a gestão
José Serra (PSDB) sinta-se pressionada
e inicie um processo de negociação
para o reajuste dos salários.
A
paralisação deve permanecer até
a próxima sexta-feira (12), quando ocorre
uma nova assembleia para avaliação
e definição dos rumos a serem tomados.
O local escolhido para o encontro foi o vão
do Masp, na avenida Paulista --os organizadores
esperam sair de lá em passeata.
Em
nota divulgada na noite desta sexta-feira, a Secretaria
Estadual da Educação classificou
a aprovação da greve como "uma
decisão política".
Sobre
o reajuste salarial de 34,3%, a secretaria afirma
que o Estado já investe 30% do orçamento
em educação, e que não há
condição econômica para sustentar
um "aumento dessa dimensão, o que
desorganizaria todos os programas que permitem
o funcionamento das mais de 5.000 escolas estaduais".
Fonte:
Folha
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