Governadores
contestam no STF piso salarial para professores
Dez governos entraram com uma ação
direta de inconstitucionalidade; Crusius espera
ainda mais adesões
Mariângela
Gallucci, de O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - Um grupo de dez governos deu
entrada nesta quarta-feira, 29, no Supremo Tribunal
Federal (STF) com ação direta de
inconstitucionalidade, com pedido de liminar,
questionando a lei que definiu o piso salarial
para os professores de escola públicas.
Segundo a governadora do Rio Grande do Sul, Ieda
Crusius, a lei, proposta para definir o piso salarial,
acabou transformada em uma lei geral que muda
os contratos de forma repentina ente os estados
e professores.
Crusius
criticou dois pontos da lei: o que manda que 33%
da carga horária dos professores seja fora
da sala de aula; e o que determina que o salário
base, sobre o qual incidem benefícios e
vantagens, seja de R$ 950,00.
A
governadora disse que teria que contratar entre
15% a 20% a maus de professores para cumprir a
determinação de que 33% da carga
horária fosse cumprida fora da sala de
aula. Além disso, explicou ela, a elevação
do salário base dos professores para R$
950,00 exigiria uma mudança completa do
orçamento do Rio Grande do Sul.
A
ação foi assinada por dez governadores.
A expectativa de Yeda Crusius é de que
haja a adesão integral de todos os governadores.
Ela informou que a ação conta com
o respaldo do colégio nacional de procuradores.
A ação foi entregue ao presidente
interino do Supremo, Cesar Peluso.
Fonte:
Estadão
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