Escolas
de SP não se adaptam para receber alunos
de 6 anos
da Folha Online
Sentada
em uma carteira de adulto, Isabela, 6, não
consegue colocar o pé no chão. Suas
sandalinhas balançam dois palmos acima
do solo. Esse é apenas um dos problemas
enfrentados pelos alunos de seis anos que, a partir
deste ano, passam a ingressar no ensino fundamental,
segundo reportagem de Fábio Takahashi publicada
na edição desta sexta-feira da Folha
(íntegra disponível para assinantes
do UOL e do jornal).
De
acordo com o texto, colegas de sala de Isabela
também enfrentam dificuldades e precisam
sentar com a mochila nas costas, para ficarem
próximos à mesa. Outros estão
em pé, para alcançar lápis
e papel. "Elas são pequenas para ficar
cinco horas aqui. Estão sempre inquietas,
incomodadas. Depois do lanche, coçam o
olho de sono. Umas dormem apoiadas na mesa",
observa Maria, professora da turma.
Até
o ano passado, o antigo primário recebia
alunos a partir dos sete. Lei federal determinou
a antecipação da entrada para que
os estudantes pobres tivessem mais um ano de escolarização
(crianças na faixa do fundamental devem,
obrigatoriamente, estar na escola).
A
ideia era que houvesse adaptação
para receber as crianças mais novas, com
carteiras adequadas, espaços como brinquedotecas
e a criação de projeto pedagógico
que mesclasse o início da alfabetização
com atividades lúdicas. Mas nada disso
ocorreu na rede pública de São Paulo,
segundo professores e diretores ouvidos pela Folha.
Fonte:
Folha
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