Mais
de 250 mil alunos são atingidos por interdição
de pólos de educação a distância
A
interdição da oferta de vagas em
quatro das principais instituições
de ensino a distância no Brasil pelo MEC
(Ministério da Educação)
vai atingir 257.178 alunos. No total, foram desativados
1.279 pólos.
De
acordo com o Secretário de Educação
a Distância, Carlos Eduardo Bielschowsky,
os principais problemas apresentados pelas instituições
foram infra-estrutura inadequada, sistema de avaliação
deficitário e falta de docentes qualificados.
Ainda
segundo Bielschowsky, na Unitins (Universidade
Estadual de Tocantins, que apresenta licença
do MEC desde 2004), uma das quatro instituições
interditadas, ainda foi relatada uma parceria
de gestão pedagógica com a Eadcon,
autorizada pelo MEC a oferecer apenas cursos de
pós-graduação, o que viola
as normas estabelecidas pela Secretaria de Educação
a Distância.
O
problema também apareceu na Fael (Faculdade
Educacional da Lapa, que tem licença para
funcionar desde 2005), que mantém um sistema
acoplado com a Unitins. "A Eadcon poderia
até colaborar com material didático
e infra-estrutura, mas sem interferir diretamente
no ensino, que fica a cargo exclusivo da entidade
autorizada pelo MEC", esclarece. 92 mil alunos
estão matriculados no programa de educação
a distância da Unitins e 12 mil no da Fael.
Já
a infra-estrutura e inadequada e a falta de professores
qualificados, além da Unitins e da Fael,
apareceu também nos pólos administrados
pela Uniaselvi (Centro Universitário Leonardo
da Vinci), que contam com 44.238 alunos. "Encontramos
problema graves como falta de bibliotecas e de
computadores. Só para citar um exemplo,
cursos de biologia eram ministrados em centros
sem laboratório", lamenta o secretário.
A
Unopar (Universidade do Norte do Paraná)
foi a única entidade com vagas interditadas
pelo MEC que não sofreu suspensão
do vestibular. Porém, a quantidade de vagas
para ingresso na instituição foi
diminuída em um terço. "O problema
maior da Unopar era o conteúdo pedagógico
adequado e o sistema de avaliação,
que não existia", conta. A Unopar,
que tem licença do MEC desde 2002, apresenta
atualmente 108.940 alunos.
Compromisso
Bielschowsky
garantiu que nenhum aluno das universidades interditadas
será prejudicado. "Se necessário,
eles serão transferidos para outras instituições.
Vale destacar que a política do MEC é
de apoiar a disseminação do ensino
a distância, mas não se pode deixar
de lado a qualidade. Hoje, temos trabalhos de
excelência como o da Universidade Aberta,
que são um exemplo de como o ensino a distância
pode dar certo se for feito de forma séria",
esclarece.
Fonte:
Folha Online
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